• Adicionar aos Favoritos
  • Download

Mercado Saúde Animal

A indústria de saúde animal, que compreende a fabricação e comercialização de produtos médicos veterinários destinados a animais de produção e animais de companhia (pets), é um setor econômico global em crescimento.
O setor global de saúde animal possui como característica a volatilidade no desenvolvimento, elaboração e fabricação de novos produtos ou aprimoramento dos produtos já existentes, adequando-se às necessidades dos clientes em diferentes regiões e países pelo mundo. O Brasil, sendo um país de proporções continentais, também apresenta tais variações:

• diferenças econômicas, tais como padrões de vida em regiões mais ou menos desenvolvidas;
• diferenças culturais, tais como preferências alimentares para diferentes animais em cada região;
• diferenças epidemiológicas, como a prevalência de certas cepas bacterianas e virais;
• diferenças de tratamento, como a utilização de diferentes tipos de medicamentos e vacinas, em particular os produtos de alta tecnologia;
• diferenças ambientais, tais como a sazonalidade, o clima e a disponibilidade de terra arável e de água doce; e
• diferenças regulamentares, como as normas para a aprovação de produto e manufatura, no caso de produção orientada à exportação.

Pets

Tem-se observado, nos últimos anos, um crescente aumento na demanda por proteína animal e laticínios na alimentação da população mundial, ocasionado principalmente pelo aumento populacional no mundo, pelo aumento de poder aquisitivo de uma parte significativa de população mundial e de estudos que orientam o consumo de maior quantidade de proteína animal na dieta alimentar. Aliado a este fator, acreditamos que o crescimento econômico mundial ao longo dos últimos anos também tem levado ao aumento do rendimento disponível dos cidadãos mundiais, acarretando no aumento de animais domésticos, ou pets, à escala global.

Para conseguir responder a este aumento na demanda por proteína animal e laticínios à escala global, a utilização de medicamentos e produtos veterinários, bem como de vacinas animais, é fundamental para suportar o crescimento expectado das manadas e rebanhos e aumentar a eficiência do processo de criação a abate de animais, mantendo os animais livres de doenças. No mesmo sentido, o aumento no número de animais domésticos tem levado a uma crescente demanda por tratamentos médicos para pets, ocasionando o desenvolvimento da medicina veterinária e o surgimento constante de novas vacinas e medicamentos.

O mercado brasileiro de saúde animal é um dos mais importantes no cenário mundial, tendo atingido a terceira posição no mercado de saúde animal, em termos de vendas, no final de 2013. Em termos nominais, desde 2010 o mercado brasileiro registrou uma taxa composta de crescimento anual de 9,6%, chegando em 2014 a um valor de aproximadamente R$4,4 bilhões:

Indústria brasileira de saúde animal
 

O segmento de animais de produção subdivide-se em ruminantes (gado de corte, gado de leite, ovinos e caprinos), equinos, aves e suínos. Os níveis de produção e qualidade deste segmento de mercado são críticos para responder ao aumento da demanda à escala global, fruto do aumento da população mundial e dos padrões de vida da mesma, particularmente nos mercados emergentes.

O atendimento às demandas do segmento de animais de produção para consumo depende altamente do sucesso do mercado de saúde animal e consequentemente do desenvolvimento e aprimoramento dos medicamentos e vacinas veterinárias, com o intuito de impedir a proliferação de doenças, tanto nos animais como nos consumidores finais. Nos últimos anos o nível das exigências em relação a barreiras fitossanitárias pelos países importadores de proteína animal e laticínios, tem aumentado consideravelmente, levando os produtores a terem um maior cuidado com a saúde dos seus rebanhos.

No Brasil o segmento de animais de produção representa perto de aproximadamente 85,1% do mercado nacional de saúde animal, com receitas de aproximadamente R$3,7 bilhões em 2014.

Segundo o SINDAN, entre 2010 e 2014 este mercado tem crescido no Brasil, em termos nominais, a uma taxa anual de aproximadamente 8,4%, com fortes fatores a justificar este crescimento, dentre os quais destacam-se:

• aumento do consumo de proteína animal e laticínios;
• necessidade no aumento da produtividade; e
• crescente escassez de área mundial disponível para a produção animal

O consumo de proteína animal e laticínios tem apresentado tendência de crescimento, ocasionada pelo aumento da população mundial, particularmente nos países emergentes, e do aumento da economia em escala global. Espera-se que a população mundial atinja dez bilhões de pessoas em 2050 contra uma população atual de sete bilhões.

De acordo com dados da USDA, estima-se que o consumo global de carne cresça a uma taxa anual de 0,84% de 2012 a 2016.

Indústria brasileira de saúde animal - Animais de produção

O mercado brasileiro de consumo de carne é um dos mais importantes do mundo, ocupando a quarta posição em termos de produção, com um market share de aproximadamente 10%, atrás apenas da China, União Europeia e Estados Unidos da América, sendo o maior em termos de exportação, com um market share de aproximadamente 23,6%, Adicionalmente, o crescimento no consumo e consequente aumento na produção mundial de leite nos últimos anos, também registrou números significativos. A produção de leite no Brasil cresceu 21,2% entre os anos de 2000 e 2010, contra 16,2% nos Estados Unidos da América no mesmo período.

Observa-se, portanto, que o crescimento do mercado de animais de produção no Brasil sofrerá impacto tanto pelo aumento de consumo no Brasil, como pelo aumento do consumo global de carne, leite e derivados.

As vendas no mercado de saúde animal também são impactadas de forma relevante pela evidente tendência de aumento de produtividade e crescimento do mercado de animais de produção no Brasil e no mundo. Os produtores e criadores de animais de produção estão cada vez mais conscientes da importância dos produtos de saúde animal para a melhoria dos seus resultados operacionais, como se pode constatar pelo aumento dos seus indicadores de produtividade tanto no mercado de leite como no mercado de carne nos últimos anos.

 

O segmento de animais de companhia, ou pets, subdivide-se em cães e gatos. Um termo mais amplo, definido como animais domésticos, que inclui também outros pequenos animais, como peixes, aves, pequenos mamíferos e répteis, é utilizado por agências internacionais como o Euromonitor e a Vetnosis.

Acreditamos que o forte crescimento econômico mundial ao longo dos últimos anos, em particular nos países emergentes, levou ao aumento do rendimento disponível dos cidadãos mundiais, acarretando no aumento de animais domésticos, ou pets, à escala global. Outro fator a ser considerado é a proximidade da relação de convivência das pessoas com esses animais dentro de suas residências.

Esses pontos levam ao aumento da demanda de cuidados com os pets, ocasionando o desenvolvimento da medicina veterinária e da indústria do segmento com o surgimento constante de novas soluções para os animais de companhia incluindo vacinas e medicamentos capazes de aumentar a expectativa e a qualidade de vida desses animais.

No Brasil, com o aumento da renda disponível e melhoria do padrão de vida, o gasto com pets apresenta tendência crescente, tanto em termos absolutos, com o aumento da número de animais de companhia, quanto unitariamente, considerando os gastos incorridos pelos donos de animais domésticos.

Gastos totais com animais domésticos - Brasil (R$ milhões)
Gastos totais por animais domésticos

Os cinco maiores mercados mundiais no segmento de animais domésticos, compreendidos por Estados Unidos da América, Reino Unido, Japão, França, além do Brasil, somaram juntos cerca de US$53,1 bilhões em vendas em 2013, com o Brasil figurando na terceira posição de maior mercado, com vendas de US$6,3 bilhões. Em 2014, o valor estimado de gastos totais foi de R$16,7 bilhões. Comparado aos Estados Unidos da América, o maior mercado mundial no segmento de pets, o Brasil apresenta grande potencial de expansão, sendo atualmente apenas cerca de 5,0x menor.

Dados comparativos entre os 5 maiores mercados globais de pets

O Brasil apresenta um alto índice de penetração de cães, com um percentual de aproximadamente 46,0% de famílias possuindo esse tipo de animal de companhia, de acordo com dados do IBGE.

Não obstante o setor de saúde animal representar aproximadamente 7,5% do segmento de animais domésticos no Brasil (que abrange, ainda, os setores de alimentação para animais domésticos e demais produtos), observa-se um crescimento brasileiro superior ao do mercado mundial.

O aumento do gasto per capita com animais de companhia está diretamente relacionado ao comportamento da sociedade o que é potencializado com a variação de classe social e a renda disponível da população, com uma variação de cerca de 30% de gasto per capita para cada classe social, entre as classes C, B e A. No Brasil, desde o ano de 2003 até 2013, verificou-se uma migração de 14 milhões de pessoas para a classe A, provenientes da classe B, e a migração de 48 milhões de pessoas para a classe B, provenientes da classe C. Cerca de 62 milhões de pessoas aumentaram significativamente os seus níveis de consumo durante este período, inclusive relacionado ao segmento de pets.

Pets

Em 2014 segmento de animais de companhia representava aproximadamente 41% do mercado global de saúde animal, com receitas de aproximadamente US$9,8 bilhões. No Brasil este segmento representava aproximadamente apenas 15% do mercado total de saúde animal, com receitas de aproximadamente R$0,6 bilhão.

Desde 2009 até a 2014, o mercado de saúde animal para o segmento de pets tem crescido no Brasil, em termos nominais, a uma taxa anual composta de 18,0%, com fortes fatores para justificar este crescimento, dentre os quais destacam-se:

• mudança de comportamento na formação de novos perfis de famílias.
• aumento da renda disponível dos consumidores donos de animais de companhia;
• aumento da expectativa de vida das pessoas;
• valorização da relação entre pessoas e seus pets colocando-os como membros da família e consequentemente parte do orçamento; e
• verticalização dos grandes centros urbanos o que exige maior cuidados com os animais domésticos.

Industria brasileira de saúde animal - Pets

Fatores como a conscientização sobre a necessidade de cuidados com os animais de companhia através de campanhas informativas para a população, gerando maior preocupação dos donos destes animais em manterem sua saúde, aliado a uma tendência crescente da população em estabelecer residências em espaços mais restritos e localizados em zonas urbanas, estimula o crescimento do segmento de animais domésticos.

 

O PIB do agronegócio brasileiro cresceu 30,1% nos últimos 10 anos, atingindo um volume de negócios de aproximadamente R$1,2 trilhões em 2015, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada - CEPEA, equivalente a aproximadamente 21,5% do PIB brasileiro no mesmo período. Esse mercado é composto pela produção de alimentos, fibras e bioenergia, destinados tanto para o mercado interno quanto para o externo. Em 2015, mesmo com todas as dificuldades enfrentadas pela economia brasileira, o agronegócio exportou volume recorde – após a redução de 6% em 2014. A desvalorização da moeda real alavancou a atratividade dos produtos agrícolas exportados, mesmo com a queda dos preços em dólar. Cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, mostram que, entre janeiro e dezembro de 2015, comparativamente ao mesmo período de 2014, o volume exportado pelo agronegócio brasileiro (IVE-Agro/Cepea) cresceu 15,9%, e os preços em dólares recebidos pelos exportadores do setor retraíram-se em mais de 18% (IPE-Agro/Cepea).

O mercado mundial de produção de proteína animal apresentou um CAGR de 1,1%, passando de 248 milhões de toneladas em 2012 para 257 milhões de toneladas em 2015, de acordo com dados do United States Department of Agriculture - USDA. O Brasil foi, em 2015, o terceiro maior produtor global de proteína animal correspondente aproximadamente 26,8 milhões de toneladas, enquanto que o primeiro colocado, a China, produziu o correspondente a aproximadamente 73 milhoes de toneladas Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA apontam um progressivo aumento da participação do Brasil no mercado mundial de alimentos. A expectativa do MAPA é de que, até 2020, as produções nacionais de carne bovina, de frango e suína atendam 44,5%, 48,1% e 14,2% da demanda mundial, respectivamente.

Nesse contexto, o Brasil, que atualmente ocupa a posição de maior exportador de carne bovina do mundo, precisará aumentar a produtividade da indústria de proteína animal por meio de investimentos em tecnologia e prevenção e tratamento de enfermidades animais, a fim de acelerar o ganho de peso do rebanho e diminuir o tempo para abate.

 

 

logo Ouro Fino

› Departamento de Relações com Investidores

Rodovia Anhanguera, SP 330, KM 298, Bloco C, 2º andar CEP 14140-000 - Cravinhos - São Paulo

Telefone: (16) 3518-2000

› Siga a Ourofino nas Redes Sociais:

Todos os direitos reservados
Copyright © 2016 OUROFINO

Desenvolvimento:: RIWEB

imgCapctha